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3 de março de 2016

Casos de Família - Especial: "Troquei de família, e agora?"


No episódio de hoje, temos a minha ilustre presença  para contar como foi trocar de família antes do contrato acabar.

- Mas,  Karol, você  pirou de vez?
- Calme-toi,  pequeno gafanhoto. A vida de au pair nem sempre é  um mar de rosas...

Você, jovem com mais de 18, que sonha em ser au pair, tenho uma dica excelente que trago do fundo do coração: reflita bastante antes de fechar com uma família. Tudo pode parecer bem, mas as pessoas mudam, e não poderia ser de outra forma em se tratando de intercâmbio. 

A minha ruína foi exatamente essa, excesso de convivência. Você deve estar se perguntando como. Eu te digo. A família com quem eu morava era composta por pai, mãe e 4 crianças. O pai trabalhava full time, as três crianças mais velhas iam à escola por quase todo o dia, a bebê tinha creche 4 vezes por semana e mãe (ah, a mãe!) ficava em casa o dia todo. Vocês podem imaginar o quão desconfortável pode ser morar com quem não conhecemos muito bem. A ausência de privacidade estava dentre os meus maiores problemas. E com a mãe permanecendo na casa o dia inteiro, essa sensação de estar invadindo o espaço de alguém era ainda pior. Sem deixar de mencionar os inúmeros problemas que tive desde o principio como excesso de horas trabalhadas, as varias vezes que eles não me pagaram devidamente, as duas vezes que eles viajaram e 'esqueceram' -pasmem- de me pagar e deixar comida na casa... Esses foram apenas alguns episódios infelizes que reforçaram meu desejo de partir. 

A verdade é que eu (por ter uma natureza covarde) fui deixando essa situação rolar por 10 meses. Não sei como pude suportar por tanto tempo, mas o fato é que quando a minha paciência se esgotou, eu decidi dar um basta. Não pense você que eu agi impensadamente. Eu refleti bastante e procurei uma família que correspondesse as minhas expectativas antes mesmo de comunicar que iria sair. 

A saga desde a comunicação da minha partida até encontrar alguém apto a me substituir foi uma das situações mais desgastantes que eu já vivi.  Tive inúmeras discussões com a mãe, e o pai vinha diariamente ao meu quarto "conversar" comigo, vulgo me constranger para eu  permanecer na casa. Mas o importante é que sobrevivi e aqui estou muito mais satisfeita e aliviada por ter tido coragem para mudar. 

Hoje, moro em um studio independente da casa da minha 'host family', cuido de apenas duas meninas gêmeas de 8 anos, trabalho somente à tarde e ganho mais.




Moral da historia: Não está satisfeito? Ouse mudar!

Beijo no <3

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