No episódio de hoje, temos a minha ilustre presença para contar como foi trocar de família antes do contrato acabar.
- Mas, Karol, você pirou de vez?
- Calme-toi, pequeno gafanhoto. A vida de au pair nem sempre é um mar de rosas...
Você, jovem com mais de 18, que sonha em ser au pair, tenho uma dica excelente que trago do fundo do coração: reflita bastante antes de fechar com uma família. Tudo pode parecer bem, mas as pessoas mudam, e não poderia ser de outra forma em se tratando de intercâmbio.
Você, jovem com mais de 18, que sonha em ser au pair, tenho uma dica excelente que trago do fundo do coração: reflita bastante antes de fechar com uma família. Tudo pode parecer bem, mas as pessoas mudam, e não poderia ser de outra forma em se tratando de intercâmbio.
A minha ruína foi exatamente essa, excesso de convivência. Você deve estar se perguntando como. Eu te digo. A família com quem eu morava era composta por pai, mãe e 4 crianças. O pai trabalhava full time, as três crianças mais velhas iam à escola por quase todo o dia, a bebê tinha creche 4 vezes por semana e mãe (ah, a mãe!) ficava em casa o dia todo. Vocês podem imaginar o quão desconfortável pode ser morar com quem não conhecemos muito bem. A ausência de privacidade estava dentre os meus maiores problemas. E com a mãe permanecendo na casa o dia inteiro, essa sensação de estar invadindo o espaço de alguém era ainda pior. Sem deixar de mencionar os inúmeros problemas que tive desde o principio como excesso de horas trabalhadas, as varias vezes que eles não me pagaram devidamente, as duas vezes que eles viajaram e 'esqueceram' -pasmem- de me pagar e deixar comida na casa... Esses foram apenas alguns episódios infelizes que reforçaram meu desejo de partir.
A verdade é que eu (por ter uma natureza covarde) fui deixando essa situação rolar por 10 meses. Não sei como pude suportar por tanto tempo, mas o fato é que quando a minha paciência se esgotou, eu decidi dar um basta. Não pense você que eu agi impensadamente. Eu refleti bastante e procurei uma família que correspondesse as minhas expectativas antes mesmo de comunicar que iria sair.
A saga desde a comunicação da minha partida até encontrar alguém apto a me substituir foi uma das situações mais desgastantes que eu já vivi. Tive inúmeras discussões com a mãe, e o pai vinha diariamente ao meu quarto "conversar" comigo, vulgo me constranger para eu permanecer na casa. Mas o importante é que sobrevivi e aqui estou muito mais satisfeita e aliviada por ter tido coragem para mudar.
Hoje, moro em um studio independente da casa da minha 'host family', cuido de apenas duas meninas gêmeas de 8 anos, trabalho somente à tarde e ganho mais.
Moral da historia: Não está satisfeito? Ouse mudar!
Beijo no <3
A verdade é que eu (por ter uma natureza covarde) fui deixando essa situação rolar por 10 meses. Não sei como pude suportar por tanto tempo, mas o fato é que quando a minha paciência se esgotou, eu decidi dar um basta. Não pense você que eu agi impensadamente. Eu refleti bastante e procurei uma família que correspondesse as minhas expectativas antes mesmo de comunicar que iria sair.
A saga desde a comunicação da minha partida até encontrar alguém apto a me substituir foi uma das situações mais desgastantes que eu já vivi. Tive inúmeras discussões com a mãe, e o pai vinha diariamente ao meu quarto "conversar" comigo, vulgo me constranger para eu permanecer na casa. Mas o importante é que sobrevivi e aqui estou muito mais satisfeita e aliviada por ter tido coragem para mudar.
Hoje, moro em um studio independente da casa da minha 'host family', cuido de apenas duas meninas gêmeas de 8 anos, trabalho somente à tarde e ganho mais.
Moral da historia: Não está satisfeito? Ouse mudar!
Beijo no <3



